
A Perfeição é lapidada, cuspida.
Não se alcança de uma só lançada
é parnasiana, milimétrica, aguda.
Desbravada do alto de sua escada
etapas.
Fragmentos de confiança adquirida ao longo de ações medievais.
Hierarquia cotidiana, situando o intelecto alheio no limbo.
Desloquei-me da pobre prosa, montada à mãos livres.
Tudo é tudo
o nada é o pedaço de tudo vazio no caderno
no cheio do vazio eterno
na compilação do moderno
Desejando o momento
eternidade de um segundo
um segundo, pára o mundo.
Fragmentado o etéreo
o que importa não importa
e o que importa mesmo, é o mistério.
Deglutido aos goles da universal indiferença.
O pior veneno que escorre, decorre na veia.
Do vazio, do ciclo
do centro do círculo.