terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dia de vento em um Janeiro violento.

Naquele dia de sol quente
até meu marasmo sempre intacto, frio
se encontrava naquela hora, ardente.

O vento parecia carregado de gente
Palavra essa da qual o vento não muito tardou à levar.
Arrebatando o simples rebento do respirar

Janeiro e vento unidos
foi o que me deixou violento
como aquele vento

Ao que me fez chorar, derramar, esbofetear.

Só me contento esperando a chuva que talvez me entregue o tempo

Mais um dia de vento, em um Janeiro violento.

Sexo sem nexo

Disparando como um raio me lancei nessa direção
como sempre sem saber
sem nem mesmo querer
me encontrei sem coração.

Sem nada mais do que não mais saber dizer não!

Projeção
Energética, gutural
quase escultural.

Tão brilhante, pulsante relutante em não mais em mim habitar.
Volta sem volta.
Aventura clichê do sem fim.
Era eu, era ''mim''.

Outrora vigoroso
Agora viscoso
meladiço
movedaquilo

Sem nunca sair do lugar
Feito luar abstrato
Era meu extrato.

Suspende a carne

Suspende teu medo
lhe tenho desejo.
suspende esse seu ermo termo
lhe tenho apreço.

Suspende esse teu ego que é um prego
vem cá, eu te sossego
Suspende sua vez, que lhe mostro minha tez.

SUSPENDE A CARNE, DESCE SÓ O PECADO
QUE AGORA COMIGO É ASSIM
WHISKEY VIRADO
PRA TE TER NO MEU FIM.