eu poderia me desenhar em tremendos rabiscos
eu poderia me sintetizar em palavras como frascos vedados
poderia me abrir, me soltar no mar...mas pra isso antes me arrisco
poderia me desenhar nas cores do teu desejo moldado
poderia te desenhar nas dores do meu amor conformado
poderia te soltar nas linhas herméticas da minha solidão escrachada
poderia te prender nas curvas do meu ser consolado
poderia te deixar deste lado
poderia parar de pensar no que poderia
poderia começar a pensar no que deveria
no que seria
sempre hesitando me consultando e nunca existindo
posso é te colocar desse lado
posso, e vou.
segunda-feira, 25 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
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Escrevo por que na hora de sintetizar minha sonoridade que me some no linguajar quando sua voz metalizada se depara com meu tímpano. Logo me descompasso, e em apenas um frasco me limito a permitir que você penetre em mim.
É como um grito de gol no estádio
Como crianças gritando no pátio.
Paixão poeril, e mesmo assim tão viril.
Você penetrou como agulha em busca da minha medula. Doeu como parto.
Abrindo e dilatando meu ser,e assim me reparto, me despedaço.
Apenas pra te mostrar que estou enlatado, pronto pra consumo.
Em postas, me cravando nas suas costas.
Afundando minha saliva nos teus poros, pra te completar. Ou pelo menos tentar ser parte de você.
Te tornear, malhar você na parede de espinhos que é meu desejo.
Te afogar no mar quente de seiva que é meu beijo.
Te fazer sangrar pra quebrar essa indiferença.
Te fazer sentir como é bom esse açoite que me arrebate a noite quando me pego arranhando buscando seus pelos.
Suplicando apreço
Por que no fundo eu sei
eu me permito, e por isso
te mereço.
É como um grito de gol no estádio
Como crianças gritando no pátio.
Paixão poeril, e mesmo assim tão viril.
Você penetrou como agulha em busca da minha medula. Doeu como parto.
Abrindo e dilatando meu ser,e assim me reparto, me despedaço.
Apenas pra te mostrar que estou enlatado, pronto pra consumo.
Em postas, me cravando nas suas costas.
Afundando minha saliva nos teus poros, pra te completar. Ou pelo menos tentar ser parte de você.
Te tornear, malhar você na parede de espinhos que é meu desejo.
Te afogar no mar quente de seiva que é meu beijo.
Te fazer sangrar pra quebrar essa indiferença.
Te fazer sentir como é bom esse açoite que me arrebate a noite quando me pego arranhando buscando seus pelos.
Suplicando apreço
Por que no fundo eu sei
eu me permito, e por isso
te mereço.
domingo, 17 de março de 2013
Despertar
Sou pra você o que nem você sabe mais se quer
serei pra você
o que não vai mais dar pé
Despertar pra esse disparate, é um mistério despertado por aí
vou te fechar nas minhas pernas feito alicate
vou te acordar, te energizar como um pote de açaí.
e se você não aceitar em se abrir
ao anoitecer vou te abduzir
e te engolir.
Porquê pra mim quero você deglutido, iludido
inundado de tesão
rindo da minha solidão
vou te deitar no chão de tanta paixão
Um orgasmo infinito de amorosa transgressão.
serei pra você
o que não vai mais dar pé
Despertar pra esse disparate, é um mistério despertado por aí
vou te fechar nas minhas pernas feito alicate
vou te acordar, te energizar como um pote de açaí.
e se você não aceitar em se abrir
ao anoitecer vou te abduzir
e te engolir.
Porquê pra mim quero você deglutido, iludido
inundado de tesão
rindo da minha solidão
vou te deitar no chão de tanta paixão
Um orgasmo infinito de amorosa transgressão.
sábado, 16 de março de 2013
Furtacor
Minha vontade sangra em ter vontade
meu sangue corre furtacor,
indolor de se saber que é cheio de sabor
só o conscentimento de se ser já basta
nem que seja só uma ínfima lasca
já me afasta da sua indiferença
e me dá uma leve crença
que o amor ainda pode vir.
meu sangue corre furtacor,
indolor de se saber que é cheio de sabor
só o conscentimento de se ser já basta
nem que seja só uma ínfima lasca
já me afasta da sua indiferença
e me dá uma leve crença
que o amor ainda pode vir.
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