Ah tá! Tomar conta dos anseios alheios
Passar a ferro quente, seu seio, sua fonte.
Passeando, você vai sorrindo sugando as murmurantes.
Os caladinhos vão acatando, tornando-se mutantes.
Metamorfose de vontade de nada, só esborniando,
sonhando com um ideal que caiba nos seus sonhos.
Piedade á você que sorri com dentes de respaldo.
Humildade...caminhe com ela conversando sobre ombros.
Cale-se, afaste este olhar que desdenha o meu desdém.
Ousadia sem olhar nos olhos não é ousadia,
é pura covardia.
Palavra que lhe foge, assim como quem foge pro seu alento.
Não lhe culpo, lhe perdoo, que tome teu voo.
ache teu ninho.
Me deixe achando que estou sozinho...
sorrindo, sambando.
Feliz e de fininho.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Gria
E o seu nariz sangra de vontade de me ver.
è melhor mentir para mim, me sugar a energia de me ser...de me ser.
A entranha desse amor doentio me expeli as tripas de dentro
do que não quero sentir.
Não convém para você toda essa luz de cinco sentidos
meu reluzir
meu colorido.
Não seque minhas palavras pro teu sugador de janelas
a visão, a pintura mental da tela
nem a comida da panela.
deixe-se viver um amor pra somente ter.
Habite-se Permita-se
Esqueça-se, e somente cale-se.
( Caetano Rampinelli )
è melhor mentir para mim, me sugar a energia de me ser...de me ser.
A entranha desse amor doentio me expeli as tripas de dentro
do que não quero sentir.
Não convém para você toda essa luz de cinco sentidos
meu reluzir
meu colorido.
Não seque minhas palavras pro teu sugador de janelas
a visão, a pintura mental da tela
nem a comida da panela.
deixe-se viver um amor pra somente ter.
Habite-se Permita-se
Esqueça-se, e somente cale-se.
( Caetano Rampinelli )
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
...
Vou fechar a porta da sala, a porta do carro
perder as chaves, soltar o pigarro,
prender a indecência, soltar a minha inocência.
Resgatar meu ser, fugir do querer.
prender meu trovadorismo, meu lado barroco.
meu ultra-romantismo, deixar sondar o oco.
meu lado quente, quero você morna, estável...morto
meu lado frio, quero você gelado, intacto...vazio
Quero aprender, e apreender o equilíbrio
sentir se ele é translúcido, ou sombrio.
Não quero mais esse lado vadio
E de que me adianta, esses artifícios
as palavras, as verbais lavadas,
se o que me consome são os vícios
etílicos, melódicos, metódicos.
Ziguezagueando por entre as lacunas do meu mundo
vou chegando perto de jogar as centelhas das minhas idéias.
Minhas alunas, avulsas do que teoricamente alimentaria o oposto.
anseios
maternos seios.
Desatinando os cordões umbilicais
desenfreando pensamentos angelicais
Travando batalha com tudo que é bucólico
esvaindo-se do eterno diabólico.
parnasiano
perder as chaves, soltar o pigarro,
prender a indecência, soltar a minha inocência.
Resgatar meu ser, fugir do querer.
prender meu trovadorismo, meu lado barroco.
meu ultra-romantismo, deixar sondar o oco.
meu lado quente, quero você morna, estável...morto
meu lado frio, quero você gelado, intacto...vazio
Quero aprender, e apreender o equilíbrio
sentir se ele é translúcido, ou sombrio.
Não quero mais esse lado vadio
E de que me adianta, esses artifícios
as palavras, as verbais lavadas,
se o que me consome são os vícios
etílicos, melódicos, metódicos.
Ziguezagueando por entre as lacunas do meu mundo
vou chegando perto de jogar as centelhas das minhas idéias.
Minhas alunas, avulsas do que teoricamente alimentaria o oposto.
anseios
maternos seios.
Desatinando os cordões umbilicais
desenfreando pensamentos angelicais
Travando batalha com tudo que é bucólico
esvaindo-se do eterno diabólico.
parnasiano
domingo, 22 de janeiro de 2012
Pleonautico
Eu te amo você
Te toco com a pinha pele,
Te olho com meus olhos,
Te pego no barco, no cais,
convalescente nas entranhas.
Te canto com harpas vocais
Te anoiteço com a lua
Te arrepio com o calor, com o calor do sol.
Te acalmo na minha, te irrito na tua
te pleonasmo, te exalto.
Te esmago com agulha,
Te enalteço com solta agulha.
Te espero na tua vinda,
na despedida, ei de esquecer
apedrejando com pétalas de manacá
te acaricio com pome
te alivio a fome
te grito: Vem cá! Vem cá!
te despeço
te meço
Te guardo no vício das palavras
na imensidão de ser
na beleza, do crescer.
( Caetano Rampinelli )
Te toco com a pinha pele,
Te olho com meus olhos,
Te pego no barco, no cais,
convalescente nas entranhas.
Te canto com harpas vocais
Te anoiteço com a lua
Te arrepio com o calor, com o calor do sol.
Te acalmo na minha, te irrito na tua
te pleonasmo, te exalto.
Te esmago com agulha,
Te enalteço com solta agulha.
Te espero na tua vinda,
na despedida, ei de esquecer
apedrejando com pétalas de manacá
te acaricio com pome
te alivio a fome
te grito: Vem cá! Vem cá!
te despeço
te meço
Te guardo no vício das palavras
na imensidão de ser
na beleza, do crescer.
( Caetano Rampinelli )
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