Vou fechar a porta da sala, a porta do carro
perder as chaves, soltar o pigarro,
prender a indecência, soltar a minha inocência.
Resgatar meu ser, fugir do querer.
prender meu trovadorismo, meu lado barroco.
meu ultra-romantismo, deixar sondar o oco.
meu lado quente, quero você morna, estável...morto
meu lado frio, quero você gelado, intacto...vazio
Quero aprender, e apreender o equilíbrio
sentir se ele é translúcido, ou sombrio.
Não quero mais esse lado vadio
E de que me adianta, esses artifícios
as palavras, as verbais lavadas,
se o que me consome são os vícios
etílicos, melódicos, metódicos.
Ziguezagueando por entre as lacunas do meu mundo
vou chegando perto de jogar as centelhas das minhas idéias.
Minhas alunas, avulsas do que teoricamente alimentaria o oposto.
anseios
maternos seios.
Desatinando os cordões umbilicais
desenfreando pensamentos angelicais
Travando batalha com tudo que é bucólico
esvaindo-se do eterno diabólico.
parnasiano
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