sexta-feira, 21 de outubro de 2011



As cores estavão em desalinho com a simétria do lugar,talvez ainda estivesse com sono,o olhar estava fora de foco,embaçado. Ela ñ sabia onde estava e por que estava,sentiasse tonta.

Ela tentava enchergar o indefinido,o abstrato.Estava machucada ,mas esses cortes já ñ eram mais vistos a olhos nus,era preciso olhares sinceros,misticos. Como se os proprios olhos quizessem saltar para algum lugar indefinido,ñ sentiu medo, apenas vontades.

Observava cada gesto, tentava pincelar com cores proprias uma imagen cada vez mais sem vida.Mas que vida será essa?as suas proprias desilusoes?. Andou sem direçao por alguns horas(era impossivel definir horas exatas)tirou os sapatos e começou as sentir a sola dos pés em contato com o chao.Seus pés eram imãs que a levavan em direções opostas...

Ela simplesmente ñ escolheu ,deixou-se levar pela emoção, pelos sentidos..Caminhando só,descobriu-se que estava completamente junto de tudo que lhe permetia criar.

Deu espaço para que essa liberdade tomasse conta e viu um mundo totalmente diferente..Começou a fazer arte com a capacidade de enxegar o invisível,deixando-se contaminar pelo desconhecido e quebrando regras,suas proprias regras.

Despiu-se de qualquer vínculo,criou asas.. Permitiu que o desconhecido fizesse gosto de sua alma,entendeu que, o que encontrou era seu proprio eu.

Então quando ja ñ tinha mais com oque se preocupar lembrou-se enfim.,(...)Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.






Christian Casarin( com trechos de Saramago)



Foto By Vivian da Matta

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