segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ócio

Efêmeras equações tão bem equacionadas nos equinócios

e fêmeas colocações tão bem equiovocadas nos ócios

preenchem as colorações obstantes no cotidiano

e se deixam constantes no óbvio, do óbvio

Do outro lado do oculto onde nada se oculta, tudo é farsa

o oculto só usa da sophia do dia a dia como comparsa

e avesso ao ócio, o oculto se preenche de desdém

da atração, da magia, das cores onde só a naturezam o tem

e termina assim esse jogo de palavras jogadas ao vento

escapadas de uma fresta da qual desconheço

mas não é só desconhecendo que procuro o talento

é desconhecendo que respeito, e assim permaneço


( Caetano Rampinelli )

Inho

Lugarzinho, cidadezinha, mentezinhas,
agradeço à licença poética
por permitir coisinhas
contra a famosa ética.

Etílico manual, casual
Realezas manejam impériozinhos
terreiro mesquinho, branco católico
abominando o bucólico.

Foge, vai...Foge do açoite
da magia da noite.
Se esconde na gruta, roubando todo seu encanto.
Saia do canto, reizinhos!

Empunhem suas verdades no cerne
no centro, onde se sente.
Sente-se, e não escuta
acomode-se na sua cadeira
vedada, vetada.

Deixada à deriva em seu leito de morte do norte...
Os ventos circulam todo o tempo
e apenar permite-se mover-lhes o cabelo.
Que cresce, suplica apelo
os pelos do braço
contradição de aço.

Das palavras finitas
e infinitas são as vontadezinhas...

Lugarzinho, Cidadezinha, Mentezinhas

( Caetano Rampinelli )

00's

Realismo exagerado
Bizarro
Supremacia da informação
Excessos - Metamorfoseantemente sobrevivendo cada um no alto de sua ribalta
Descompromisso com união
marasmo libertário
desprovido de movimentação conjunta

tanta definição
e pouca exatidão

Bem vindo 00's

( Caetano Rampinelli )

D's poetry

Moreno, sereno, ai meu deus!
se soubesse o desejo que tenho
grande pequeno,
Que de pequeno tem nada.
Oh ! Senhor, dai-me uma granada,
pra que em sua boca exploda

Fuzil, negro, anil.
Quero sentir no azeite da pele
o sutil que escurece.
Desce, cresce...

Até as palavras descrita, escritas...me exaltam

Ritual do jazz, do ébano
garanhão, arranhão
brusco.

Comecei com sereno
e termino sozinho
neste terreno.
Qual desconheço,
não sei se pela falta de algo que mereço
ou alheio apreço

Anseio pelo saceio do negro esguelho
suplico por sentir de longe o cheiro
da pele estremecer, o reluzir.
Me comece, pelo meio, pelo hit
pelo traseiro a seduzir.

Sua dança tribal
devora-me canibal
animal, carnal
banal

não são egóicos desejos
é tudo isso que defronte a mim
atormenta instintivamente
meu lado ruim.

Rum, chocolate
não sei como terminar
a não ser
com um excitado me bate

( Caetano Rampinelli )

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Inquieto ( desapego)



Ontem eu chorei por tudo.



Tudo aquilo que podiamos ser e não conseguimos



Tudo aquilo que talvez tentamos e que não foi suficiente para ficarmos juntos.






Chorei pela sua falta de atenção e pela minha falta também,pelas brigas(quantas brigas),pela incompreensão e por todos os medos.



Chorei por tudo aquilo que disse e que te magoou e por tudo aquilo que você nao fez ou sequer pensou(eu esperei).



Chorei por todas as nossas alegrias e por todos os planos(a casa,os filhos,a vida).



Chorei pelas tardes de domingo,pelos passeios,risos e sonhos.









Chorei por você e por mim.



E de tanto chorar,a magoa virou mar,e hoje corre pelas correntezas da saudade.






Ainda te encontro nos meus sonhos como antigamente.



Os namorricos atrás dos murros,os beijos,abraços e toda aquela sensação de liberdade que se sente quando está com alguem que se quer bem.






Eu te quis bem,e ainda te quero.



Só que hoje não vivo mais na ancia de te prender ao meu lado.



Tudo ao seu tempo lembra?se quiser voltar , seu lugar estará aqui.



-Eu preciso de você



-Eu também.









Sentado sozinho,num canto qualquer,me pego pensando que talvez você nunca irá ler tudo que escrevo.



"Quem é mais sentimental que eu?",era oque você dizia sobre mim.



Será que existe alguém que te ame mais que eu?






A dor humaniza de tal forma que quando tudo parece perdido,eu me encontro.






Como em listas de supermercado,boto ordem.



Faço topicos,exijo preferências.



A medida que passa o tempo,oque acumula não tiro,apenas reorganizo.



Tudo que se faz presente é nescessário.



Eu as vezes apenas revejo os lugares,



Traço as prioridades.






Querer compreender o imcompreensivel é querer abrir a porta sem chave,aos ponta-pés.



Existe um lado que a gente nunca encherga.






E eu só sei insistir.












quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sétimo andar

























Tentei correr, em vão.






Depois do primeiro,segundo e terceiro andar ,chego sem ar.



Talvez ainda ,eu,sinta,ame.





Já não quero anunciar.



Só que na foto você continua olhando pra mim.





Tomo mais um copo de café.





Eu só quis me proteger de você.



E lembrar que eu não devo voltar.




Parece que foi ontem,



em casa,ó chá,o copo,e toda a beleza da manhã.




Deus sabe oque faz.



E sabe que meu vício é você.




Do quinto andar,a dor não ameniza.




Corro para o Sétimo,e deixo a noite chegar.




Quem fala não é o doutor é o que todo mundo diz,



que pro meu caso é melhor a gente nem se ver.



Aqui em cima,quem vai me proteger?,



se eu cair,você vai me ajudar?

terça-feira, 1 de novembro de 2011


















Vinte passos pra frente..,




Cinquenta pra trás...




Oque perdi?




Não perdi,GUARDEI...!