segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Inho

Lugarzinho, cidadezinha, mentezinhas,
agradeço à licença poética
por permitir coisinhas
contra a famosa ética.

Etílico manual, casual
Realezas manejam impériozinhos
terreiro mesquinho, branco católico
abominando o bucólico.

Foge, vai...Foge do açoite
da magia da noite.
Se esconde na gruta, roubando todo seu encanto.
Saia do canto, reizinhos!

Empunhem suas verdades no cerne
no centro, onde se sente.
Sente-se, e não escuta
acomode-se na sua cadeira
vedada, vetada.

Deixada à deriva em seu leito de morte do norte...
Os ventos circulam todo o tempo
e apenar permite-se mover-lhes o cabelo.
Que cresce, suplica apelo
os pelos do braço
contradição de aço.

Das palavras finitas
e infinitas são as vontadezinhas...

Lugarzinho, Cidadezinha, Mentezinhas

( Caetano Rampinelli )

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